sábado, 18 de abril de 2009


Um salto de carpa que em sua velocidade submerge e emerge quebrando o espelho dàgua
Desnuda a maciez da substancia que envolve sua existência
Jogo pela pupila uma matéria abstrata que cobre todas as angustias secas que dividem a alma
Um ser que não lacrimeja sua dor, seca e despe o seu terno em uma sombra noturna onde suas idéias são embaralhadas por corvos

Um único salto contra a matéria que me envolve quebrara o invólucro
E libertara o éter para a anulação total

Patético!
Covarde!

Sombra que não reluz mais apreende com força os objetos
Cobrindo com nanquim aguado a ilustração
Cravo dentes contra dentes e goteja saliva entre gengiva e céu
A língua pressiona as marcas contra o goto
Engasgado em saudades sinto o salobro

Uma cadeira sentada no sofá em meio a uma silenciosa mobília
Em conferencia na ponta do vértice o acento acomoda cinzas na beira da vertigem
Circunspeto o espelho jorra vida para dentro do espectro luminoso
Aspirado pela calha desço do quarto andar com pesar
Quem contempla em estado de guarita a sala vazia
Desce, vem atar o laço nos passos públicos.
Leia, pense e depois queime sem deixar rastro na pele do tapete do corredor concreto.
Giro com a ponta do dedo direito como apoio, um pé de cadeira se apóia no chão, com a palma da mão esquerda embalo um giro com distração.
Que vigília frouxa, que permite compactuar cadeira e vértice.
Melhor que amor só paz! , discorre o refém enquadrado fullscreen no silencio da luz.
Com magra sandália através das fendas vejo se perder um pouco de imagem, adquirindo desfocada calma.
Cadê a dançarina persa que quebrou o jarro da Macedônia?




Saia de traz dessa maquineta
Venha com olhos nus constrangedores sem etiqueta
Aqui de fora a vejo mesmo omitida do seu próprio ponto de vista.
A vista ou a prazo, omitida ou permitida aqui na foto a varejo na mesa.
De qual lado mostrara o segredo? Sua cara ou coroa
O reinado o tempo que roa, a cara trará o lado esquerdo de sal.
Olha o passarinho passara rápido fica atenta
Lenta não ficara pertinho do rapto do xis, colha!
Colha no pé todos os frutos antes
Bem cedo antes que todas as musas de fé deixem só folha


Tu enceravas o chão com Straus ao fundo, pendurada em balões adquirias leveza Hélida,...quase não tínhamos asas em casa, mais ao simples hálito de brisas amarrávamos balões nos ombros e sacudíamos o dia inteiro como pingente de vaidade ,...longos e mornos como se estivéssemos acordando
Um belo vôo de pardoca travessa atiça núpcias em qualquer hora, mobiliando a mente de afrodisíacos para deitar em sudários de linho o mais belo ninho
Enxames de fadas a constelar-se, um nascer de galáxia que aponta rumos informais à órbitas epidérmicas, mapa de reverberações, guias, sinais imediatos de um querer urgente, conduzido pelos fatos me ponho a ladrar, terreno como cão, para um segundo depois ser alado em vôo de estilingue pupergue
Mais voltamos ao baile valses, talvez o ultimo baile da ilha fiscal fosse inspirado pelo bailado dos casais entre guerra e paz, que Tostóy construiu com meridianos precisos sobre um tabuleiro musical, cada casal em sua órbita girando rodando e transladando-se um após o outro
Você, precisa, elegante, flamingo de parentesco cisnes, arquejava como debruçando sobre os aplausos, erguendo a ponta do vestido entreabrindo um suspense, vestígio aparente de por vir.
Um pendulo oscila em um vai e vem de continua simetria, quando voltais do vôo apossas frondosa acolhendo o espaço que lhe cabe na superfície, desce como Mary Poppins flutuando com guarda-sol

Tulipas às avessas

Lindas flores balanceadas pelo coração
Giram para direção dos meus raios de se-mi serrada retina
Talvez duas tulipas invertidas
Com pólem as avessas
Alimentam sentimentos reais de abelha em pleno gozo de majestade
Sim!
E por essa colméia que lhe escorrem palavras doces pelos lábios
Essas flores que saltam seus decotes montadas por vontades hípicas
Clareiam o olhar de Frida diante da tela
Aroma sentido no paladar irrequieto
Tulipas de balanceado sincopado
Que torce meu olhar ao acompanhar sua coroação
Escapolem impacientes e rosam meu peito com um traço que não se apaga
Poço agora percorrer o caminho por onde eles me riscaram

Visão do Brasil

Pensamentos em altares com sírios
Uma palavra pensada com aureola contida em pequenos círculos
De uma embarcação o poeta lança anzóis em limbos
Apreende palavras que trazem tentáculos de uma frase submersa em rios
Ricos ramalhetes de algas acolhem idéias encobertas em nichos
Tesouros de caldas escamadas como alfaias enfeitadas
Sibilam em néon por entre vitória regias remada por índios
Ribeirinhos febris de morno olhar idílico rastreiam silabas para apurar os ritos
O boi anda em sincopado com chifres de bronze de luz em fios
Bordados de paetês transcrevem para lança de são Jorge lindos livros
Oxum dança com botos e tem com ninfas iaras em coros soluçantes conduzidas sobre cornucópias de lírios
Trintões negros de uma áfrica submersa cavalgam jacarés hirtos
nas folias zanza com palhaços acrobatas com gosto cítricos no olhar
No zabumba encarna o cordel em meio a um circo de bandeirinhas pintadas por Volpi em festa de são João
Lá no topo do mandacaru
Erguida por anjos aleijados uma flâmula tesa roga por nos
Pisca palavras contidas na boca de repentistas de face hibrida
Sinhá vitória abraça Maria bonita que pede silencio a lampião e Fabiano ajuntando baleia aos braços
Dispeden-se do pintor com promessas de rogar por nós da terra do sol em transe com Deus e o diabo ao derredor
De resto o tilintar dos sinos



Sempre desconfiei deste nome: CALCULO REINAL, acho que confere al REINAL, um estatuo matemático formal demais para uma doença.
Não pensei muito sobre, mais a similaridade fonética com Reinaldo me confere um ar pessoal em dicotomia com calculo onde calculo que se somem pedras nos rins.
Ou talvez e mais uma vez seja simplesmente o rins a somar substancias e calcificalas para nos impor sua existência



E esse grito de existência bem que poderia ser sussurrado não bradado com uma cólica enfiada até a ultima vogal nos buchos
Mais lá vou eu novamente para os concertos e reparos
Os rostos são os mesmos pobres e amotinados no rol de entrada são trapaceados pela urgência de minimizar minha dor, o suspiro compreensivo de angustia de se esperar junto da demora e forçado pela razão quase cega mais gentil dos primeiros rostos da fila

Há de se fazer às burocráticas praches de entrada que servem para engrossar a estatística de atendimento e aumentar o repasse de verba para engordar e manter com saúde os filhos de algum contrato superfaturados de terceirização

O arcanjo que faz guarda na portaria já perdeu sua expressão servil de dias de gloria celestes nas portas do paraíso hoje se confunde com as demais fisionomias distraídas em gargalhadas que ignoram o ranger dos dentes
Como pardais chocados por pavões tentam mostras suas plumagens como parte superior de uma estrutura político-organizacional infladas por filhos e netos de pardais gordos engordando os corredores de funcionários alegóricos que organizam filas e colam
Cartazes
No entanto os fins não são abraçados pelos meios em quantidade mais por uma única médica que justifica a proximidade de Eros e Tálamo, em um momento a dor se ameniza pela eficiência das perguntas saídas de entre lábios discretamente untados de um vermelho suave
Porem só por um momento pois o ambiente claustrofóbico não exprime por muito tempo a leveza mais aborta chagas de variadas brutalidades
O mais esperado paliativo e injetado nas veias fugidias que é cutucada pela procura infrutíferas das mãos da enfermeira, que como em uma pescaria se mostra diante do mar sem sinais de presas, fica a dar angustia nas mãos que reage dando tapinhas no meu braço, enfim a veia morde a isca e o sangue enganado adentra a seringa desviando-se de sua rota mais o buscopam Poe tudo no seu fluxo normal empurrado pela seringa.
O tão esperado relaxar dos músculos e entorpecimento dos sentidos de dor não são alcançados
E na angustia da espera pelo efeito, se prolonga o dantesco contorcer de um balé macabro.
Vou até o carcereiro para pedir a audiências que me concedera dozes mais fortes de morfina e um toque de leveza vermelho pálido de sua boca mais com sua autoridade arrogante de um diplomado em ninguém ele me nega o alivio da doutora vermelho pálido ele se poça de um território onde não vale mais nenhuma lei ali a não ser as ordens que recebeu que são repassadas pela sua boca como emanadas de sua própria convicção, esse tipo de profissional limitado foi feito sobe medida para o sistema e o espaço físico que garda obedece sem extrapolar os limites da subordinação e não tirando conclusões particulares que poderiam humanizar as relações
Ali esta ele convencido de que e juiz da entrada para o paraíso sem se dar conta que estava isolado em um metro quadrado de ordens e amputado de sua autonomia
Suas aptidões claramente são expostas pelos seus interlocutores que são guardas os mais próximos de seus restritivos ideais
Disse-lhe que não tinha talento para o oficio que exercia me arrependo de tê-lo dito al analisar a situação, pois caberiam mais razões na raiva se reformula se melhor as frases de agressão verbal por mim deferidas.